Um dia me disseram que eu não poderia mais errar com as coisas do coração. Isso me aprisionou ao passado, e me fez acreditar num futuro apenas onde as certezas fossem absolutas e a recíproca fosse legalmente verdadeira, fora isso, deveria ser descartado. Que tolice!
Hoje me libertei desse clichê barato! Não importam as decepções ou erros cometidos no passado, o nascer de um novo dia sinaliza que tenho uma nova chance todos os dias, e que preciso abrir a janela para ver o sol novamente, abrir a porta e deixar que a luz do sol invada a casa.
Não, não precisa-se ter certezas, ou seguranças... coisas do coração gostam de liberdade, o amor não aprisiona, ele concede liberdades.
E não quero perder tempo com as impossibilidades, medos e os "se" que vão vir... quero amar! Estar sujeito as mesmas quedas, as mesmas dores, aos mesmos lamentos. Mas, e daí? Só é feliz quem tenta, e tal felicidade a gente tem que conquistar.
Sim, tá na hora de sair de casa, olhar o verde, as flores,ver Deus na beleza da natureza, do céu, das estrelas, das pessoas, parar de levar tudo na ponta do pé, e ter coragem de pisar, sem receios de se machucar. Faz bem plantar um jardim, e aí quando menos se espera as borboletas já se movimentam na barriga...
"Será que temos tempo pra perder? A vida é tão rara..."
A gente se preocupa muito... "Eu quero é crer no amor numa boa, que isso valha pra qualquer pessoa, que realizar a força que tem uma paixão."
Quero que meu sorriso me denuncie, meus olhos brilhem,quero que "até quem me vê, lendo jornal, na fila do pão, saiba que te encontrei", aí corro para pegar minha asa delta... chega de medos bobos...é hora de pular!
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