terça-feira, julho 31, 2012

Dízimo?

Dízimo?

Já participei de inúmeras conversas sobre igreja onde o assunto sempre recaía em dinheiro, e é claro em dízimo. Confesso que já cansei de ouvir tanta besteira, infantilidade, analfabetismo bíblico acerca deste assunto. Quero aqui dar minha opinião, e sei que talvez possa decepcionar a muitos que me admiram, mas fico com a Bíblia, e com meu Deus, a Ele devo a obediência, e a Ele devolvi minha liberdade, para ser seu servo.
Diferente do que muitos ensinam, Jesus não deixou o dízimo como uma ordenança. Até porque isso não faz parte do cristianismo. Jesus não era cristão, ele era judeu, e aquele texto que muitos gostam de citar de Mateus 23:23, se enquadra aos fariseus, ao povo judeu, da lei, do Antigo Testamento. E esse texto deve ser observado num todo, uma exegese apurada.Gosto muito do texto de Lucas 8:1-3, onde Jesus era sustentado com ofertas de mulheres.
O dízimo é obrigatório? NÃO! Jesus nos obrigou a algo? O Evangelho é de aceitação, não de força, violência ou coerção.
A parte financeira relacionada ao Novo Testamento está baseada em 2 Coríntios 8 e 9 – Espontaneidade, amor, alegria. A tão esquecida lei da proporcionalidade, onde quem pode mais, dá mais, quem pode menos, dá menos, e quem não pode, não dá, recebe.
Tem que dar o dízimo de 10%? Tem que ser na Igreja local?  Se não der, no outro mês tem que atualizar o atrasado? Se não der o gafanhoto entra na minha casa e nas minhas rendas?
NÃO, NÃO, NÃO e NÃO.
Não tem que ser 10%, porque Deus não quer 10%, Ele quer um coração generoso. E não quer você fazendo continhas de reais e centavos para combinar com o valor que você recebe, ou brigando com alguém, se deve dar do valor bruto, ou do líquido. Quando chega nisso já passou de espontaneidade, generosidade...já virou burocracia, e mensalidade do clube.E a má notícia que esses pastores deveriam aprender é que quando temos o coração generoso damos muito mais que 10%.
Não tem que ser, necessariamente, na instituição que você congrega, porque o reino de Deus é muito maior que as quatro paredes da instituição. Pode ser sustentar alguém no campo missionário, sustentar uma família que enfrenta um desemprego, pagar o hospital da mãe, comprar o remédio do filho. Desde de que se tenha um coração generoso e se saiba repartir.
Não precisa atualizar o atrasado porque isso não é boleto de cartão de crédito.
E essa história ridícula de gafanhoto... Eu preciso confessar, tenho nojo disso! Chega desse negócio de que tem que dizimar senão o gafanhoto destrói a renda, ou quem não dá o dízimo na igreja gasta na farmácia, isso é diabólico, e desumano.
E não venha me chamar de ladrão usando Malaquias 3:10, o texto preferido dos pregadores já está fora de moda, e aconselho a você a procurar um advogado e processar o “pastor” que lhe chamar de ladrão.
Ah... E esse papo de que quem dá a Deus pode ficar tranquilo que Ele não deve nada a ninguém, é patético. Quer dizer que Ele fica amarrado a ter de fazer algo porque o sujeito resolveu dizimar?
Já cansei de ouvir sobre “pegar a maior nota da carteira”, “Ele é fiel com quem dizima”, “afaste o migrador da sua casa”, “dizime do pouco, porque Deus vai te dar um emprego melhor”. Fazer o povo dar, ou “pagar” como gostam de dizer os lobos, é demoníaco. E essa historinha de que Deus vai dar, e ser fiel se você dar a ele, iguala ele ao Exú, Tranca Rua, e aos Cablocos. Basta uma oferenda, que a bênção é recebida, mas nem pense em não contribuir quando ele pedir, isso lhe será fatal. NÃOOOOOOOOO, não usem mais Deuteronômio 28, ou se for usar, usem também as maldições da desobediência.rs Isso fará o povo ir embora, né? Que pena!
E o que dizer dessa coisa patética chamada SEMENTE? Confesso que quando vou visitar algumas igrejas sempre pego os envelopes para ver o versículo que eles botaram e se tem essa palavrinha tão odiosa. Se você planta pouco, colhe pouco, então tem que dar muito dinheiro e colherá muito dinheiro, não é isso pastores contemporâneos? E o que eu digo para o desempregado? Ou para aquela irmãzinha que ganha um salário mínimo e descobre que seu remédio aumentou e até no dinheiro que ela deposita na igreja ela terá que mexer? E aqueles que não servem a instituição nenhuma, ou não professam o cristianismo? Eles tem muito porque? Ah, já sei... vocês vão dizer que eles servem ao diabo, e o diabo que dá a riqueza deles. Que tolice!
Essa é uma questão de GRAÇA. E nós não somos capazes nem de tentar explica´-la, porque jamais conseguiríamos. A prosperidade financeira chega pra alguns, pra outros não. Algum problema nisso? Na sociedade capitalista que vivemos, claro que há. Como ser um servo de Deus sem ser ricamnte abençoado (lê-se aqui, com muito dinheiro)?
Mas é que o povo fala tanto do A.T., dos bônus e glórias de grande heróis da fé ( e me privei até de falar sobre o dízimo que Abrãao deu a Melquisedeque, porque esse texto pra mim não se encaixa, definitivamente), mas esquecem dos ônus, perdas, derrotas e disciplinas divinas.
Querem ser como Abraão, mas não iriam querer entregar o filho.
Querem ser como Daniel, mas renunciariam a fé antes de ir a cova dos leões.
Querem ser como José, mas teriam se deitado com a mulher de Potifar antes mesmo de ir a prisão.
Querem ser como Paulo, e ter o privilégio de crer, mas não querem o privilégio de padecer por Cristo.
Sei que minhas palavras sabotam a INSTITUIÇÃO, porque se este discurso for proferido na Igreja, no outro mês a receita da Igreja cai vertiginosamente. Mas entre mudar o discurso e obedecer a Deus, sem titubear, fico com a segunda.
Desafio-lhes a algo muito pertinente. Leia a Bíblia, e os versículos pinçados sobre esse assunto( mas por favor, sem a ajuda de ninguém, apenas do Espírito Santo), e depois vá questionar seus pastores, líderes ou gurus. Nem eles acreditam nisso, mas precisam disso para se sustentar.
Sei de como é necessário dinheiro na igreja,e não estou combatendo isso, as ofertas voluntárias são importantíssimas para o sustento da Igreja, e de todas as necessidades. Mas não as vaidades humanas.
Sou a favor da oferta voluntária, que muitas vezes excede 10%. Talvez você tenha medo de parar de dizimar, e aprender a dar com generosidade e liberalidade porque você começará a dar mais de 10%...
Cuidado com o Gafanhoto...rs.
Vinho Novo em Odres Novos.

segunda-feira, julho 30, 2012

Até quando?

Até quando?

  Tudo estava se reorganizando, bem devagar, aprontando-se para um novo momento. Percebi que estava aos poucos conseguindo me libertar, depois de anos, a luz no fim do túnel já podia ser avistada. As feridas cicatrizando, os momentos se eternizando e o que restou virando cinzas.
  Não havia mais esperanças, já estava conformado, refiz a vida, juntei a bagunça, decidi-me por recomeçar, infelizmente sem ela!
  O tempo passou, o cenário foi mudando, e de repente, como seu eu estivesse olhando por um telescópio, ela que estava longe do meu alcance, ficou tão perto, tão visível, tão palpável. E eu que havia jurado nunca mais querer ela tão perto, abri a guarda mais uma vez, cedi aos seus loiros encantos e me reaproximei.     Mas dessa vez mais forte, mais consciente, mais decidido de que nada aconteceria, de que definitivamente ela não era pra mim, de que habitávamos mundos diferentes, que não se encontrariam novamente.
  Mas que tolice a minha, eu era o forte mais fracassado que já vi; Caí, cedi, me entreguei, resolvi pular de asa delta novamente, sem medo, sem receios, sem proteção.
  Mas porque ela voltou? Agora que tudo estava se ajeitando. Não estava melhor onde ela estava? Não encontrou alguém que a amasse? Por que veio de novo atormentar meu mundo, que destruído, estava se recompondo, mas que agora resolveu plantar uma nova chance de amar.
 Tá bom, eu sei, é como ver o mesmo filme querendo um final diferente. Mas não consigo viver intensamente o momento sem pensar no amanhã. É como se sentir usado e abusado! Mas e daí? Se não consigo ser feliz se não for com ela.
  Insano, fraco, eu sei que tudo caminha para o fracasso. Ela se foi de novo, perdeu-se na neblina do tempo. Ela não mudou, e não mudará. Hoje tudo vale, amanhã nem ela sabe quem será, ou melhor, sabe que não saberá o que quer. E eu? Sei bem o que quero, quem quero e o quanto quero.
  Até quando? Até quando indecisa e inconstante ela estará? Até quando eu terei certeza de que a quero?
  “Que não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure...”

Escrito em
27/02/2012.

quinta-feira, julho 26, 2012

O que realmente faz a diferença?

O que realmente faz a diferença?

Hoje tive um momento bem especial nas minhas reflexões com meu Pai. Sabe quando o filho vai passar as férias na casa do Pai? Pois é, resolvi lembrar que o Pai decidiu morar em mim, e aí fechei as portas para visitas, e dar única e exclusiva atenção a Ele. Sentar no chão da sala e conversar, sem hora pra acabar.

Nesse papo fiz uma pergunta que muito me incomodava: "O que, de fato, eu precisava para fazer a diferença no Reino dEle?" - Depois de um tempo Ele resolveu falar, em um daqueles jeitos bem peculiares dele. É...comigo Papai tem seus jeitos, suas pessoas, suas tecnologias.rs

Me disse que preciso ter consciência da minha vocação. Preciso saber de fato quem eu sou, o que me caracteriza. Coisas que eu faço com excelência e coisas que eu não sou bom mesmo.
Foi muito bom ouvir que devo ter mentores espirituais, mas que eu não preciso repetir as experiências ministeriais dos meus heróis.

Aí bateu uma angústia sabe... Será que estou vestindo a armadura de Saul? Quando na verdade o que Deus quer é que eu assuma minha identidade, seja como eu sou e mate meus gigantes com uma pedra...

A segunda coisa me deixou de joelhos e muito reflexivo... tratou da minha integridade, de vida santa.
É...só há uma variável do meu futuro está em minhas mãos, sob meu poder: a minha credibilidade, o meu caráter.

Jesus poderia ter entrado em Jerusalém ao som de: "Jesus, filho de Saul.", né? Saul não cuidou do seu futuro.

É, o pecado nunca deve ser algo normal na minha vida. Um grande homem chamado Brennan Manning já dizia, que o maior pecado é perder o senso do que é pecado. 
Nunca quero que chegue o dia  em que o pecado não me doa mais, não traga conflito, angústia. Quero sempre me olhar no espelho e sentir vergonha daquilo que sou como pessoa, isso exalta Aquele que veio para me ensinar a viver, a ser gente. Não quero trocar minha integridade pelo meu prazer.

Aí olhei pro Papai e disse que queria ser um herói na fé. Ao passo que ele me respondeu: Heróis são populares, os santos são anônimos. O que você deseja, meu filho?
Só consegui responder uma coisa: Ser parecido com você Papai...


terça-feira, julho 24, 2012

Desejo


Desejo

Resolvi fazer um retiro, sozinho, fugir pra dentro, de mim mesmo. Encarar os medos, os defeitos, as virtudes(essas são as que mais me afastam de Cristo), encarar o meu ego, e minha eterna desconfiança do futuro.
Nesse lugar onde decide ficar, estou sendo ministrado, cuidado e moldado. E o que desejo pra mim, desejo pra você.
Desejo que...
...seu amor a Deus esteja acima de todas as coisas.
...seu amor ao próximo cresça a cada dia.
...o Evangelho de Jesus seja seu maior tesouro.
...a teologia da prosperidade passe longe de seu coração.
...o “evangelho da auto-ajuda” seja por ti denunciado.
...acredites que a salvação é pelos méritos do Senhor Jesus.
...seus medos possam ser jogados por terra pelo singelo amor do Eterno.
...suas ansiedades sejam lançadas sobre o Mestre.
...sua confiança seja depositada Naquele que pode todas as coisas.
...não se aproveite da ingenuidade alheia.
...não abandone seus sonhos por causa de uma tribulação.
...não descontes em Deus aquilo que pode ter dado errado.
...suas amizades sejam fortalecidas.
...suas barreiras sejam transpostas.
...suas limitações não o impeçam de trabalhar.
...não olhes para trás.
...sigas sempre caminhando, ainda que chorando.
...não negocies coisas eternas.
...não tentes transformar o Altíssimo num garçom inexperiente.
...sua vida possa ser um padrão para os fiéis.
...sua humildade seja cultivada cada vez mais.
...descanses no caráter d’Aquele que vos chamou.
...sua língua seja uma pena que ao Rei é servido usar.
...me ajudes em meus receios.
...me auxilies nas minhas fragilidades.
...me segures se eu estiver caindo.
...compartilhe comigo minhas vitórias.
...chores comigo minhas derrotas.
...entendas minhas inquietações.
...creias tão somente que somos ramos da mesma Videira.
...que a Graça te inunde, te transborde e te lave.

O que desejo pra você é o quero pra mim. E que Papai nos conceda, por misericórdia.

Silêncio


Silêncio

Estou acostumado a agitação das manhãs, a gritaria dos alunos, as buzinas dos automóveis, as cobranças dos outros, e das incansáveis vozes da consciência que sempre me fazem agir, reagir, lutar, nunca parar.

Falo sempre, sou exagerado mesmo, falo até demais, além da conta. Tenho sempre uma opinião, algo a acrescentar, a ponderar, a retrucar. Nunca passo desapercebido. Se vou a um lugar, gosto de marcar presença, de direcionar a conversa, mudar o assunto, sempre dominando muito bem as palavras.

"Você é o Wander, né?" - Já diziam alguns.  As vezes me acho parecido com o apóstolo Pedro, sempre com palavras prontas para todo tipo de atitude, seja de quem fosse, seja de que forma fosse, pro bem ou pro mal, não importa...

Controle? Eu tenho. Planejamento? Eu sempre faço. Minha vida? Está toda organizada e muito bem planejada... Se quiser te conto cada detalhe agora mesmo. Sou prudente, sensato, cauteloso. Uma vez me disseram que sou daqueles que chego em um parque de diversões, e antes de andar nos brinquedos, vou ler as devidas instruções dele. Sempre leio o manual de instruções, de jogos, de brinquedos. Aliás, alguém pode me dar o de pessoas? E da vida?

Mas... E quando tudo isso não resolve? E quando você percebe que muita fala, muita agitação, muito controle, planejamento e prudência não resolvem os fantasmas interiores, que o barulho não está do lado de fora, mas do lado dentro? Que quando se deita a cabeça no travesseiro, existe um barulho contundente que não te deixa durmir, sonhar ou acreditar?

Aí é momento de parar! Parar com tudo, parar de ouvir conselhos, histórias, vídeos, testemunhos, pessoas. E olhar pra si, e se apresentar a Deus. 

Você daria a chave de um carro a alguém agitado e descontrolado? Nem Papai.

Ele aconselha a fazer silêncio. Silêncio de tudo. Aí as palavras somem, as opiniões cessam, os conceitos e preconceitos são engolidos, os planejamentos e controles viram pó. Ao ouvir a doce voz: "Sem mim nada podeis fazer." O silêncio é o único som que se ouve.

O silêncio faz cessar as palavras, mas não as lágrimas.

domingo, julho 15, 2012

Ponto Final.

PONTO FINAL

Como iniciamos mesmo uma história? Ah é... "Era uma vez". Ou "No início", ou "Quando tudo começou". Tão simples não é? Tão fácil... Pra começar achamos diversas palavras, tomamos diversas atitudes, ou as vezes nem precisamos, acontece tão naturalmente...

Mas sei lá, acho que a dificuldade mesmo em finalizar, sabe? Ainda mais quando são coisas que tem históricos marcantes, onde planejou-se, construi-se, sonhou-se... A pergunta que se faz é: "Mas por que tem que chegar o final?", e em seguida fazemos a afirmação: "Deve haver outro jeito!". E o caminho passa a ser uma eterna busca pela solução, e vírgulas são postas a todo tempo, como uma peleativo.

Ficamos remoendo o passado, o que se perdeu, o que se aprendeu, onde cresceu. Erros, acertos, pessoas, momentos. E aí você percebe que não é mais o mesmo, não sente mais igual, não luta mais igual. Como já dizia Pessoa: "Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver." É, acho que é isso sabe, perder o sentido das coisas! Perde-se o sentido do caminho, do local, das pessoas...

Mas como finalizar? Confesso, tenho muita dificuldade com isso. Com essa coisa de se desprender. Sou muito ligado ao passado, as lembranças, as memórias... Mas consigo perceber o fim quando faz mal pra mim, quando dói em mim...

Fernando Pessoa sabia bem sobre isso: "Antes de começar um capítulo novo é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa... Nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio,pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba.Mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. [...]Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é."

Chega de ser quem eu era... Mas, pra começar uma nova história, o que é preciso fazer mesmo?

Ah é...(E como um insigth me lembrei como finaliza as coisas) É preciso por ponto final. Eis o meu aqui.

Não, não cansei ou abandonei o sonho. Apenas quero começar tudo de novo. Cansei das vírgulas, dos pontos parágrafos, dos ponto e vígula, das reticências. Eis aí o ponto final.

quarta-feira, julho 11, 2012

Mulheres independentes querem casar... :/


MULHERES INDEPENDENTES QUEREM CASAR

  Quem nunca ouviu de uma mulher a seguinte fala: "Vou terminar minha faculdade, montar minha vida, depois penso em ter alguém. Namorar, casar agora, atrapalharia minha vida."

  Pois é, como um jogo, onde você monta sua cidade e escolhe os moradores. Ah! E essa pessoa que chegar precisa se enquadrar nos padrões estabelecidos, nos estereótipos fielmente planejados. Como já dizia Cazuza: "...tem que encontrar alguém que caiba nos seus sonhos." Não... não é alguém para construir junto, pensar junto. As mulheres querem homens que entrem no mundo já planejado por elas. Acabou a Era das mulheres donas de casa, auxiliadoras idôneas, super-mães. Por quê? Porque as mulheres também tem seus direitos - diriam elas. Elas queimaram os sutiãs, lembra? Não são coadjuvantes, são protagonistas também. Elas querem independência!

  Na maioria das vezes o caminho para a independência é o sucesso profissional. E, por favor, não atrapalhem elas nesse caminho, você será descartado como um copo de plástico em uma festa de rua. Mantenha-se ao lado, e se puder, as vezes suma. Lembre-se: você não irá construir junto. Ou aceita chegar e encontrar pronto, ou pula fora!

  "MEU, EU, TENHO, POSSO" - Já ouviu mulher falando isso? Parece que hoje existe uma rixa entre os dois sexos. Já presenciei cenas onde o marido é ridicularizado pela esposa, simplesmente porque ela faz questão de dizer a todos que ganha mais e que paga mais contas. Não sabia que no casamento existia o 'MEU', pensei que o pronome aqui era 'NOSSO', mas eu que devo estar errado.rs

  E nos namoros? É nesse período que identificamos bem a MULHER I. Com falas individualistas, despreocupadas. O mais importante é o que ela faz, o que ela pensa, o que ela sonha. Nossos sonhos? Serão bem-vindos, desde que não atrapalhem os dela.

  Se abrir, se dedicar, depender, conversar... essas coisas não fazem parte do universo delas. Isso as torna dependentes, vulneráveis, flexíveis. Elas querem chegar no topo, elas precisam se sentir seguras, firmes...nelas mesmo! Aí sim, começa-se a procurar alguém, afinal, elas estão bem.

  Mas porque só depois de tudo isso? Porque precisam ser independentes primeiro, donas do próprio nariz...ah! E da própria casa também, do próprio carro também. E é claro, se não der certo, elas descartam. Afinal, elas não precisaram deles para construir nada, sabem se virar sozinhas, não é mesmo? São super bem sucedidas, mulheres sensacionais, alcançaram, lutaram e hoje são orgulhosas do que tem. Elas não precisaram de ninguém ao longo do caminho, aliás, só atrapalharia né? Dividir tempo, sonhar junto, planejar junto... que utopia, que coisa mais sem graça..rsrsrs

  Fico aqui pensando nos casais de antigamente. Não se preocupavam muito com isso. Eles se uniam, não preocupados em estar no auge das suas vidas para agregar o outro. Eles cresciam juntos, pensavam juntos, passavam necessidades juntos, enfrentavam desempregos, desacertos, e caminhavam, lutavam, sempre juntos. Deve ser por isso que os casamentos mais antigos duram tanto. Hoje, já se casa falando da possibilidade da separação, inclusive na igreja.

  Casamento e independência não combinam. Ou se entrega ao outro ainda no namoro, disposta a crescer, compartilhar, dividir, depender. Ou melhor não casar, porque você será mais um nos quadros do IBGE para casais divorciados.

  Deus ensinou o "uma só carne". Vocês esqueceram?

  Mulheres independentes querem casar... enquanto isso muitos homens preferem continuar solteiros.



terça-feira, julho 03, 2012

CONFORTO


CONFORTO

Esses dias tenho estado meio estranho. Como diz os adolescentes "meio gueri". Muita coisa junto acontecendo me leva a um estado de reflexão, instrospecção e total avaliação.

Nesses momentos só temos a companhia do nosso travesseiro, ou daquela música que sempre colocamos quando queremos chorar. Somos estranhos, né? Somos humanos.

Crescemos e pecerbemos que a vida não é um desenho animado, onde uma bigorna cai na nossa cabeça e depois tudo volta ao normal. Não. Os finais nem sempre são felizes, os acidentes são fatais, as traições são verdadeiras, os abandonos são imprevisíveis, e o choro... o choro pode durar uma noite, só que essa noite pode durar dias, meses, e até anos.

O eclesiastes sabia bem disso, e já tinha avisado:"Percebi ainda outra coisa debaixo do sol: Os velozes nem sempre vencem a corrida; os fortes nem sempre triunfam na guerra; os sábios nem sempre têm comida; os prudentes nem sempre são ricos; os instruídos nem sempre têm prestígio; pois o tempo e o acaso afetam a todos."

Confesso que hoje sou muito menos frustrado, porque não busco mais a felicidade como um objetivo, mas resolvi adotá-la como prática de vida. Ser feliz no caminho, com o Caminho. Essa história de que: "só vou ser feliz quando..." não cabe mais no meu vocabulário. Tenho aprendido a descobrir a felicidade num sorriso de um bebê, numa reunião de amigos, num simples telefonema, no elogio de um aluno, ou simplesmente em olhar para trás e perceber o quanto cresci, como gente, como ser humano.

Mas a vida insiste em nos surpreender com seus infortúnios, dilemas, crises, desacertos e incontáveis desconstruções. A vontade que dá? As vezes de gritar, de correr, de sumir, de viajar sem volta, de pular de asa delta.(rs) Mas volto para o meu mundo, para o meu quarto, para o meu travesseiro, e ouço a voz doce de Sarayu (quem leu "A CABANA" entende.rs) e Ele me diz algo bem clichê, mas que tem um grande impacto no momento: "Você tem amigos!" E aí me lembrei de cada um deles, um a um, cada situação vivida com eles passou na minha mente, e percebi o cuidado de Deus.

Papai sempre quis me fazer forte, por isso nunca me poupou da vida, e dos infortúnios dela. Nunca me tirou de um furacão, mas tem me ensinado a ficar de pé quando ele ataca. Que os mensageiros de Jó podem até chegar, mas eu tenho amigos, que me confortam diariamente, que são boca de Deus, colo de Deus, abraço de Deus, verdadeiros anjos. Eles são o conforto em dias de fraqueza, dor e desespero...eles me confortam, me fazem forte, me fazem grande.

Afirmo, sem medo, que meus amigos não me deixam desistir de mim, da vida, de Deus.

 E eu? Apenas como uma criança que encontra abrigo, me ajeito nesse colo, ponho minha cabeça bem no peito, e fico alí ouvindo as batidas daquela coração, que transmite paz, serenidade, amor, e muito...muito conforto!