Até quando?
Tudo estava se
reorganizando, bem devagar, aprontando-se para um novo momento. Percebi que
estava aos poucos conseguindo me libertar, depois de anos, a luz no fim do
túnel já podia ser avistada. As feridas cicatrizando, os momentos se eternizando
e o que restou virando cinzas.
Não havia mais
esperanças, já estava conformado, refiz a vida, juntei a bagunça, decidi-me por
recomeçar, infelizmente sem ela!
O tempo passou,
o cenário foi mudando, e de repente, como seu eu estivesse olhando por um telescópio,
ela que estava longe do meu alcance, ficou tão perto, tão visível, tão
palpável. E eu que havia jurado nunca mais querer ela tão perto, abri a guarda
mais uma vez, cedi aos seus loiros encantos e me reaproximei. Mas dessa vez
mais forte, mais consciente, mais decidido de que nada aconteceria, de que
definitivamente ela não era pra mim, de que habitávamos mundos diferentes, que
não se encontrariam novamente.
Mas que tolice
a minha, eu era o forte mais fracassado que já vi; Caí, cedi, me entreguei,
resolvi pular de asa delta novamente, sem medo, sem receios, sem proteção.
Mas porque ela
voltou? Agora que tudo estava se ajeitando. Não estava melhor onde ela estava?
Não encontrou alguém que a amasse? Por que veio de novo atormentar meu mundo,
que destruído, estava se recompondo, mas que agora resolveu plantar uma nova
chance de amar.
Tá bom, eu sei,
é como ver o mesmo filme querendo um final diferente. Mas não consigo viver
intensamente o momento sem pensar no amanhã. É como se sentir usado e abusado!
Mas e daí? Se não consigo ser feliz se não for com ela.
Insano, fraco,
eu sei que tudo caminha para o fracasso. Ela se foi de novo, perdeu-se na
neblina do tempo. Ela não mudou, e não mudará. Hoje tudo vale, amanhã nem ela
sabe quem será, ou melhor, sabe que não saberá o que quer. E eu? Sei bem o que
quero, quem quero e o quanto quero.
Até quando? Até
quando indecisa e inconstante ela estará? Até quando eu terei certeza de que a
quero?
“Que não seja
imortal posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure...”
Escrito em
27/02/2012.
Nenhum comentário:
Postar um comentário