A lembrança sempre fica a serviço dela, parece que ela é capaz de ativá-la, sempre e ilimitadamente.
Boa ou ruim? Dura pergunta, mas de acessível resposta; ela só será boa caso possa ser resolvida, morta, e suprida a falta com a restituição do perdido. Ruim, quando este homicídio torna-se impossível.
Pensei que fosse impossível um dia defender homicídio, mas dizem que defendemos o que é conveniente a nós, e não me resta dúvida, preciso cometer esse homicídio.
Definitivamente, não gosto dela, porque quando chega, traz consigo dores e muito choro, além de dias maus.
Por quê? É a pergunta de quem a conhece; até quando? Continua o mortal ferido; Pra quê? Questiona o cansado em tentar vencê-la!
Quem pode contra ela? Quem consegue dominá-la? Na verdade, saudade boa é saudade morta. Não há do que discordar, feliz aquele que a consegue matar.
Mas e os fracos e medrosos? Como viver aqueles que não são capazes de enfrentá-la como um inimigo feroz? São obrigados a conviver com ela, e sendo acompanhado diariamente, sendo deixado por alguns momentos durante o dia, mas logo invadidos de sua presença com a chegada da noite, e o descansar do corpo.
Nos resta admirar os valentes assassinos, que usam suas poderosas armas para matar tamanho inimigo, eles conseguem restituir o perdido inteira ou parcialmente, mas o que importa é que conseguem; saciar-se com a vitória e comemorar os novos momentos.
Um homicídio satisfatório, isso sim! Matar e gozar dos prazeres pós-morte. Até quando não sei, mas o importante é desfrutar com intensidade desse crime! E assim caminham os homicidas: sorridentes e satisfeitos com o sabor da vitória e o gozo da recompensa.
Ela se foi. Dirá ele E a dor da sua presença não mais sentirei.
Mas que tolice pensar assim...Ao caminhar ciente da vitória, uma brisa bate no seu rosto, um cheiro familiar é sentido; de repente uma fotografia é trazida pelo vento forte, algo estranho acontece no interior do homicida, e só resta a ele reconhecer: Ela está de volta, a imortal saudade.
Mas quando volta, sabe que o guerreiro não a teme, ele a enfrenta com a mesma intensidade da sua chegada. O guerreiro responde com fé, descansando no fato de que "Deus massageia seus ombros para a briga", e no fundo aquela certeza: Tudo será diferente agora!

Nenhum comentário:
Postar um comentário